“O próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia deve tratar a criatividade e a música não como custos, mas como motores do futuro da Europa”. A ideia foi defendida hoje, em Bruxelas, pelo eurodeputado Hélder Sousa Silva, na abertura do evento STOA “Empoderados pela música na era da inovação”.
O evento juntou cientistas, músicos, académicos, diretores criativos e responsáveis europeus da cultura, que discutiram e partilharam as suas ideias e experiências sobre o papel da música em tempos tecnológicos. Na sessão de abertura, o eurodeputado português, que coorganiza o evento, juntamente com o STOA (European Parliament’s Science and Technology Options Assessment), defendeu que “investir na música não é apenas uma política cultural, é uma política económica e estratégica”. E explicou: “A música desenvolve competências, impulsiona as indústrias criativas, estimula a inovação e conecta pessoas além-fronteiras”. Nas suas palavras, o equilíbrio entre a música e a tecnologia corresponde ao equilíbrio entre criatividade e razão, que deve ser alcançado em nome da competitividade da Europa.
O primeiro painel do debate analisou como as novas tecnologias estão a mudar a forma como a música é criada e partilhada, mas também como podem impulsionar a inovação e a imaginação no futuro da Europa. Já no segundo painel, os especialistas centraram-se na forma como a música pode reforçar o sentido de comunidade e identidade da Europa, ajudando-a a projetar os valores e criatividade para o mundo.
Hélder Sousa Silva explicou que, no seu trabalho nas comissões do Orçamento (BUDG) e da Cultura (CULT), observa o alinhamento destas prioridades: “Na CULT, apelamos a um maior apoio aos músicos e criadores, porque são eles que dão voz à Europa; na BUDG, temos de garantir que esta ambição é responsável, realista e virada para o futuro, assegurando que cada euro investido tem um impacto a longo prazo”. Nas palavras do eurodeputado português, “estas duas funções não são contraditórias, mas sim, complementam-se mutuamente”.
Defendendo que o Orçamento da União Europeia deve refletir esta visão, Hélder Sousa Silva diz não ter dúvidas que “a criatividade e a música não devem ser tratadas como custos, mas como motores do futuro da Europa”. E traça o caminho: “A Europa tem o talento, o conhecimento e a criatividade para liderar a nível mundial, tanto na cultura como na inovação, mas só se trabalharmos em conjunto, entre instituições e comunidades, para tornar esse potencial visível e sustentável”.
Também nesta área, o eurodeputado eleito pelo PSD afirmou que as escolhas que fizermos agora determinarão se a Europa continuará a ser um seguidor ou se se tornará um líder na definição do futuro da criatividade e da inovação, e terminou com o repto aos responsáveis e decisores europeus: “Invistamos na música, nas pessoas e nas ideias que tornam a Europa não só mais forte, mas também mais inspirada”.











