“É na cultura que o lema da União Europeia ganha o seu verdadeiro significado: unida na diversidade”. Foi com esta afirmação que o eurodeputado Hélder Sousa Silva abordou hoje no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, a Declaração Conjunta “Europa para a Cultura – Cultura para a Europa”.
O eurodeputado português, que é coordenador do PPE – Partido Popular Europeu, na Comissão da Cultura e da Educação (CULT) do Parlamento Europeu, saudou a visão para o futuro da Europa, partilhada pelo Parlamento Europeu, pelo Conselho e pela Comissão. “Num mundo cada vez mais instável, marcado por conflitos, profundas transformações tecnológicas e crescentes desafios à coesão das nossas sociedades, esta declaração recorda-nos que falar de Europa é também falar de cultura”, afirmou.
A Declaração Conjunta “Europa para a Cultura – Cultura para a Europa” acompanha a Bússola Cultural para a Europa, um documento estratégico divulgado pela Comissão Europeia para fortalecer o quadro político da UE para a Cultura. Nesta declaração que une as três instituições da União Europeia, é delineada “uma visão estratégica de longo prazo para colocar a cultura no centro da identidade europeia, enfatizando a importância da cultura para os indivíduos, as comunidades e a UE, e reforçando os direitos e princípios culturais”.
Desde sempre defensor da Cultura, Hélder Sousa Silva explicou que é esta que “liga os nossos valores, a nossa história e a diversidade dos nossos povos a um projeto comum”. Numa abordagem à Declaração Conjunta, Hélder Sousa Silva garante que esta “reconhece a cultura como uma dimensão essencial do futuro europeu”, acrescentando que “uma Europa que investe na sua cultura é uma Europa mais forte, mais coesa e mais preparada para o futuro”.
Para o eurodeputado eleito pelo PSD, é “a herança comum da Europa unida, que a declaração procura projetar no futuro”. Pretende-se “uma Europa que abraça a inovação sem abdicar daquilo que a define, uma Europa que promove a transparência na origem dos conteúdos, permitindo distinguir com clareza a expressão artística e cultural daquilo que é produzido por sistemas automatizados”, como a Inteligência Artificial onde “a inteligência artificial está ao serviço da criatividade humana” e uma Europa que “protege e promove a sua diversidade cultural para as gerações futuras”.
