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Eurodeputado Hélder Sousa Silva quer um verdadeiro Mecanismo Europeu de Defesa Civil

A Proteção Civil é uma tarefa de Todos, para Todos!. Quem o diz é o eurodeputado Hélder Sousa Silva, no plenário de Estrasburgo, onde congratulou-se com a apresentação da nova Estratégia para a União da Preparação. 

 

Na sua intervenção, o eurodeputado português, que integra a Comissão da Defesa do Parlamento Europeu, destacou entre os diversos domínios de ação que integram a União da Preparação a cooperação público-privado e a cooperação civil-militar. Nas suas palavras, são “dois pilares indissociáveis numa era marcada por ameaças híbridas, disrupções tecnológicas e instabilidade prolongada”.

Hélder Sousa Siva lembrou que estamos a viver tempos incertos, pelo que “a nossa capacidade de resposta depende de uma preparação adequada”, acrescentando que, com esta nova estratégia, a União está a “reforçar a sua capacidade de prever, antecipar e enfrentar crises”. Reiterando que “cidadãos preparados são o primeiro recurso de uma sociedade resiliente”, o eurodeputado defendeu que “promover a literacia para o risco e assegurar os sistemas de aviso e alerta precoces, são responsabilidades dos vários níveis de governação pública”. E deixou um alerta: “a União Europeia deve assumir um papel de coordenação em domínios pan-europeus, mas é imperativo que os Estados-membros e as autoridades locais assumam as suas responsabilidades”.

Recorde-se que a estratégia apresentada pela Comissão Europeia define diversos domínios de ação principais, que incluem: previsão e antecipação, através do reforço da capacidade de identificar ameaças emergentes; resiliência das funções vitais da sociedade, de forma a garantir a continuidade de serviços essenciais; preparação da população para responder a crises, o que inclui o kit de sobrevivência sugerido para 72 horas. No mesmo documento, é sugerida a cooperação público-privada; a coordenação de respostas, de forma a melhorar a gestão de emergências a nível da EU; e a resiliência através de parcerias externas, que podem contemplar colaborações com países parceiros para enfrentar ameaças transfronteiriças.