Na apresentação dos estudos sobre a Estratégia da Juventude da União Europeia 2019–2027 e sobre os instrumentos de financiamento da UE para a Cultura, o eurodeputado Hélder Sousa Silva salientou que os mecanismos de participação dos jovens no processo de decisão político continuam a ter pouco impacto visível, sendo necessário maior coerência entre ambição política e execução. Para o português, “se pedimos aos jovens que participem, temos de lhes mostrar que a sua participação é válida e conta nas políticas públicas”.
O estudo pedido pela Comissão da Cultura e da Educação (CULT) sobre a política europeia da Juventude mostra impactos desiguais entre os 27 Estados-Membros, fragilidades na participação efetiva dos jovens e na integração transversal da perspetiva da juventude nas políticas europeias. Nas palavras de Hélder Sousa Silva, para que a Estratégia definida para a Juventude seja eficaz, é necessário que os “instrumentos sejam simples, previsíveis e orientados para resultados”.
Na mesma reunião, o eurodeputado português alertou para o facto de as políticas de Cultura serem diluídas em diversos programas. Segundo o estudo sobre os instrumentos de financiamento da UE para a Cultura, os programas diretamente dedicados às áreas da CULT representam menos de 3% do orçamento da UE, enquanto cerca de 11% do orçamento total beneficia estas áreas através de instrumentos horizontais. Na opinião de Hélder Sousa Silva, embora esta realidade mostre a transversalidade das políticas da CULT, levanta um risco real, pois acabam por ser “diluídas em programas pensados sobretudo para outros objetivos”.
A resposta para este problema não será, nas palavras do eurodeputado eleito pelo PSD, “concentrar tudo num único programa, mas assegurar acesso real, visível e previsível da cultura, dos media, da educação e da juventude aos grandes instrumentos da União, em particular ao European Competitiveness Fund, ao Horizonte Europa, ao Global Europe e aos Planos Nacionais e Regionais de Parceria”.
